Observações sobre tudo e sobre coisa nenhuma
23.3.12

As coisas não estão fáceis para os portugueses, sejam eles empregados do Estado, do privado, ou, a pior das situações, desempregados. O direito à greve existe. No entanto, creio que já tivémos demasiadas provas de que as greves não resultam em alterações dos procedimentos estabelecidos e que levaram à convocação das mesmas. Aqueles que se pretende atingir não são atingidos e quem acaba por pagar a factura de mais um dia de greve são os portugueses. Seja porque têm que faltar ao trabalho para ficar com os filhos pelas escolas não funcionarem, seja porque têm de gastar dinheiro em transportes alternativos para poder chegar ao local de emprego, ou faltar (mais uma vez). Ou seja, penalizam-se os cidadãos.

 

Portugal já viveu num regime ditatorial. O 25 de Abril de 1974 veio alterar esse estado de coisas. No entanto, isso não significa que tenha deixado de existir ditadores, longe disso. O que é mais curioso é que aqueles que reclamam pelos seus direitos, inclusivé o direito à greve, não respeitam o direito e quem não a quer fazer, chegando mesmo a agressões contra os não aderentes. Se isto não é uma forma de repressão e com laivos de ditadura, não sei o que é. Normalmente, xó se vê o mal quando está nos outros, não quando olhamos para nós.

Porque os nossos actos são sempre justificados.

 

Por fim, as lamantáveis as cenas de agressões entre a polícia e os maifestantes, da polícia contra jornalistas. Haverá excessos de parte a parte. Se por um lado, há quem participe nestas manifestações com uma intenção óbvia de espalhar a confusão e nada quer reivindicar, por outro, as forças policiais parecem ficar um bocado perdidas e avançam contra tudo, sem olhar a quem.

Lamentável.

 

 

link do postPor costela de adão, às 20:38  para dizerem algo

18.10.11

Vivemos tempos difíceis, as notícias não são boas. Todos os dias mais uma má notícia. O esforço para alguns é possível, para muitos um sacrifício difícil de suportar. Se soubessemos que este esforço no final vai valer a pena, apesar de tudo, não sendo tudo compreensível sería minimamente razoável. O problema é que não sabemos o que nos reserva o futuro, e vemos o pedido diário de esforços que as pessoas vão deixar de ter capacidade para fazer. E depois somos brindados com notícias que nos dizem que as pensões vitalícias dos ex-políticos não vão sofrer alterações. É no mínimo vergonhoso! Se quem ganha um pouco mais do que o ordenado mínimo já é considerado "apto"  para  não receber a totalidade do subsídio de Natal, se quem ganha acima de €1.000,00 é considerado rico, como se admite que estas reformas sejam intocáveis?!

 

 

sinto-me: apreensiva
link do postPor costela de adão, às 20:11  para dizerem algo

15.5.10

Desconheço a autoria da caricatura (não consigo identificar a assinatura), mas ilustra bem os momentos que se aproximam.

 

sinto-me: apreensiva
link do postPor costela de adão, às 19:16  o que se disse (6) para dizerem algo


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