Observações sobre tudo e sobre coisa nenhuma
7.3.11

Isto vem a propósito deste post no blog O Amor é um Lugar Estranho.

Concordo com o que a Kitty Fane escreveu. Em tempos conheci uma pessoa assim, daquelas que estão sempre disponíveis para ajudar, para dar uma mãozinha e um colo num momento menos bom pelo qual alguém estivesse a passar. Tão boa pessoa, deveríamos pensar (eu pensei isso durante algum tempo, talvez tempo demais). Pois...só que era notório que quando o anterior alvo de mão caridosa estava a passar por uma melhor fase na vida, aquela boa pessoa não parecia estar tão bem.  Sim, é triste mas há pessoas que se sentem bem quando os outros precisam delas mas são incapazes de compartilhar da sua alegria quando os momentos menos felizes estão para trás. Não posso falar de todas as pessoas, mas esta, que conheci em particular, é alguém, na minha opinião (que vale o que vale), que precisa que precisem dela e que gostem dela. E onde sente que há espaço para se sentir útil e amada é na mão que cede aos outros. Mas depois é triste constatar que não era capaz de ficar feliz pela felicidade dos que lhes estavam próximos. Talvez cultivasse até algum desdém pelos momentos mais felizes que as pessoas estivessem a viver. E isso é triste e muito mesquinho. E claramente, o oposto do que a amizade deve ser.

 

Situações em que penso que o verdadeiro carácter das pessoas também se revela é quando algo corre para o torto. Um divórcio, quando se concorre a um lugar de emprego/promoção com colegas, interesse pela mesma pessoa que outrém...Já ouvi algumas vezes coisas acerca de pessoas que julgava incapazes de proferir certas barbaridades e que em situação de divórcio litigioso são capazes de tudo e revelam o pior de si. E penso: será que foi a situação que desencadeou aquela reacção estranha e impensável ou será que a pessoa sempre foi assim, mas até àquele momento não teve motivos para se mostrar como é? No fundo, não conhecemos ninguém tão bem como julgamos. E, às vezes, isso pode ser assustador.

 

link do postPor costela de adão, às 12:54  para dizerem algo

26.3.10

Só isso explica que pessoas totalmente aptas estacionem as suas viaturas nos lugares reservados a deficientes.

 

sinto-me:
música: Drive my Car dos Beatles
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23.3.10

De qualquer forma, devo dizer que me diverti, até porque continuo a gostar de ouvir uma rockalhada e sons fortes. E não deixa de ser engraçado confirmar que por muito tempo que passe, os adolescentes e malta de vinte e poucos vão ser sempre assim, esperançosos no futuro, angustiados, revoltados, com a mesma vontade de  mudar o mundo, de lutar contra o que os oprime (cada um escolhe o seu tipo). Era assim no meu tempo, quando Nirvana, Pearl Jam, Stone Temple Pilots, Rage Against the Machine e tantos outros faziam a banda sonora dos gostos da juventude. É assim hoje. E, quer-me cá parecer, será assim amanhã.

 

sinto-me: saudosista
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14.12.09

O Natal está a chegar. Ou melhor, tem vindo a chegar desde meados de Outubro ou coisa parecida. Cada vez começa mais cedo, qualquer dia começamos a ver enfeites em Agosto. Enfim...o Natal está à porta e é daquelas épocas do ano que me fazem ter sentimentos contraditórios. Se por um lado há uma parte de mim feliz pela época, pelas cores, pelos enfeites, pela iluminação nas ruas, por outro, há uma parte de mim que lamenta que não seja possível a todos terem o mesmo conforto e carinho nesta quadra. Acho que no Natal a solidão e as desiguladades sociais custam um bocadinho mais.

A publicidade dirigida aos miúdos é excessiva e custa-me pensar que tanta criança mal terá um singelo brinquedo, com tantas outras a exigir PSP's WII's e outros brinquedos "simples e muito em conta" Não acho mal que quem pode ter mais, tenha algo melhor, não acho é que seja preciso ter tudo de uma vez. Não tenho filhos, talvez por isso me seja mais fácil julgar, mas como se costuma dizer "o que é demais, não presta". Tal como no post anterior, o excesso acaba por fazer com que não se valorizem as coisas. Ontem,  numa reportagem do Telejornal, a propósito deste assunto, uma mãe dizia inteligentemente que não se pode dar tudo o que eles querem, para que continuem a desejar e a sonhar com o Natal.

 

 

sinto-me: com sentimentos mistos
música: So this is Christmas (John Lennon)
link do postPor costela de adão, às 22:39  o que se disse (7) para dizerem algo

Há pessoas que têm como objectivo de vida o acumular de bens materiais. O consumo e materialismo dominam a sua existência. E acham que é isso que importa. É bom podermos ter aquilo que queremos? Claro que sim. Mas o que nos define como pessoas, não é o que possuímos, mas o que somos (parece óbvio, não?). Porque é que se quer mais e mais e mais e não se valoriza nada do que se tem? Os valores, um comportamento correcto, sério, digno para connosco e para com os outros, o conhecimento, não serão mais importantes e interessantes do que o consumo exagerado, em que não se goza com verdadeiro prazer aquilo que se tem?

 

sinto-me:
link do postPor costela de adão, às 21:55  o que se disse (6) para dizerem algo

Estava aqui a ver um episódio do Dr. House e um personagem - QI elevado, pensador brilhante - diz que ao conhecer a mulher com quem casou ela não se interessou se ele era inteligente ou não. E pela primeira vez na vida sentiu-se feliz; e preferiu ser feliz a ser inteligente. E como umas coisas levam a outras, isto levou-me a pensar naquelas pessoas que em nome de um sonho, desejo, um amor, deixam tudo sem olhar para trás. Não deixo de sentir admiração por elas. São corajosas; eu não sei se teria essa coragem, mas admiro quem a tem.

 

sinto-me: pensativa
música: No Regrets
link do postPor costela de adão, às 21:33  o que se disse (9) para dizerem algo

1.11.09

Ele há grupos a favor, há grupos de ódio, há quem diga que não põe os pés no Pingo Doce enquanto tiverem o actual anúncio...Eu tenho cá para mim, que há pessoas que se preocupam com coisas que não valem um grão de areia (para não ser indelicada) mas se tivessem que se mover por uma causa que verdadeiramente merecesse a pena, ficariam muito descansadinhas nos seus sofás ou numa qualquer esplanada. Até me podem acusar de fazer o mesmo, mas pelo menos não ando com campanhas contra ou a favor de supermercados por causa do seu novo anúncio. E no fim de tudo quem ganha com isto é o PD; afinal,  "falem bem ou falem mal, o importante é que falem".

 

sinto-me: iá, whatever!
música: Pingo Doce, venha cá!!
link do postPor costela de adão, às 17:24  o que se disse (4) para dizerem algo

23.8.09

Estava a ver o Telejornal e tive um acesso de raiva que precisei vir desabafar aqui neste cantinho. Estava a dar a triste notícia da derrocada da rocha na praia de Albufeira que resultou na morte de 5 pessoas. Estas situações trágicas são sempre de lamentar, quanto a isso não há nada a dizer. Se o aviso de perigo estava lá e foi ignorado, não deveria ter sido; se a zona deveria estar melhor delimitada, devia. Mas o que me deixou possessa foi ouvir na tv uns banhistas também instalados em zonas identificadas como perigosas a dizer preciosidades como "era muito azar acontecer comigo aqui! Mas isso é muito português, não é?!" de sorriso alarve estampado no rosto; e uma senhora "sim, é um risco. Responsabilidade das pessoas?! A responsabilidade é toda dos senhores lá de cima!" Não sei se ela se referia aos mirones que se têm instalado por estes dias a ver a rocha, ou aos vizinhos do 5º andar, ou talvez...ah sim, devia ser do Governo. Pois, o Governo já é culpado de tanta coisa (e é) que já agora, porque não culpá-lo também da estupidez de cada um? Ou então por não arranjar um polícia para cada pessoa. É que não há nada como dar culpa aos outros daquilo que pode acontecer por culpa nossa. A desresponsabilização pelos nossos actos é fantástica. A senhora também podia ter dito "Eu sou burra, sim sou. Mas a culpa é do Governo." Está visto que sim!

 

 

sinto-me:
link do postPor costela de adão, às 20:18  o que se disse (7) para dizerem algo

17.7.09

Foi hoje divulgado e admitido que o Serviço Nacional de Sangue não aceita sangue de dadores homossexuais. Por causa do seu comportamento de risco. Claro, porque os heterossexuais são todos exemplos a seguir.  Não têm relações ocasionais e pontuais, não saltitam de uma conquista para outra, não procuram prestadoras de serviços de prostituição, nada! Além disso, não é suposto analisarem o sangue doado antes de o usarem? Então, qual é a grande questão? Não é discriminação, dizem eles...

 

sinto-me:
link do postPor costela de adão, às 15:27  o que se disse (18) para dizerem algo

27.5.09

À medida que crescemos e envelhecemos é costume ouvir-se que vamos ficar parecidas com as nossas mães. Eu acho que ainda é cedo mas o que é certo é que ontem apercebi-me que há uma coisa que a minha mãe costuma fazer comigo - e que me dá um nadica nos nervos - e que eu também faço com o meu Adão! Pois é, minha gente, não perdemos pela demora. A minha mãe de vez em quando gosta de me acabar as frases, mas raras vezes vai de encontro ao que quero dizer. Ontem, em conversa com o meu Adão, fiz-lhe o mesmo e com o mesmo resultado. Após alguma reflexão constatei que não foi a primeira vez que isto aconteceu. Daqui para a frente terei que ter tento na língua, mais paciência para a mãe e começar a acreditar na frase "quando chegares à minha idade... ... ...."

 

sinto-me:
música: Hate to say I told you so (The Hives)
link do postPor costela de adão, às 21:46  o que se disse (7) para dizerem algo

12.5.09

O que é a felicidade? Quando nos questionam isto, nem sempre sabemos responder muito bem. Ao longo do tempo tenho vindo a acreditar cada vez mais que não é humanamente possível ser sempre feliz, até porque a vida nem sempre acompanha esses desejos humanos e por vezes surgem algumas contrariedades. Para mim a felicidade é um estado de espírito, é feita de momentos, situações, muitas vezes das pequenas coisas de que já falei aqui e outras de algumas coisas maiores que também nos enchem o coração.

 

Uma vez ouvi alguém perguntar a uma pessoa se ela era feliz. E ela respondeu "eu estou sempre feliz". De réplica ouviu "se nunca estiveste triste, então não sabes o que é estar feliz!" Talvez isto seja excessivo e um pouco dramático, mas não deixa de lembrar aquele cliché - apesar de tudo, com um fundo de verdade - que tomamos as coisas garantidas e só lhes damos valor quando não as temos. Mas este tema é mais profundo e vai mais longe. Há pessoas que são pobres, vivem com dificuldades e não perdem a força, a vontade de lutar e nem o sorriso. Outras há, que com tudo de mão beijada, acham que o mundo acordou para lhes dar cabo da vida! Significa que quando o assunto é felicidade, não há relação entre o ser e o ter, mas antes entre o ser e o estar. Se calhar, já estou a divagar um bocado, mas este assunto dá mesmo para isto.

 

                                             

sinto-me:
música: Don't Worry, Be Happy
link do postPor costela de adão, às 19:59  o que se disse (5) para dizerem algo

...os automobilistas teimam em não assinalar as mudanças de direcção? Será que pensam que andam sozinhos nas estradas ou terão medo de ser seguidos?

...as pessoas nos supermercados quase entram com os carrinhos e cestos nas prateleiras e arcas dos frios? Não seria mais fácil e menos "empata" encostá-los permitindo que todos cheguem aos mesmos sítios?

...quando abre um hipermercado ou centro comercial é ver tudo em romaria, como se não houvesse amanhã? Não será mais agradável ir a estes novos sítios depois da febre inicial passar e poder mover-se sem se arriscar a pisadelas e encontrões e histerias colectivas?

...quando fazemos um pouco mais de barulho incomodamos os vizinhos, mas se sucede o contrário, somos nós que somos picuinhas?

...aqueles que mais regras e comportamentos gostam de impôr aos outros, são muitas vezes os mais hipócritas e seguidores do lema "faz o que te digo, não faças o que eu faço"?

 

Diz-me lá porquê?

Sei que não sou perfeita, nem aspiro a isso. Mas as pessoas às vezes cansam-me tanto!

sinto-me: sem paciência
link do postPor costela de adão, às 19:36  o que se disse (5) para dizerem algo

11.5.09

É bom gostarmos de nós - significa estarmos melhor preparados para gostar dos outros

É bom sabermos que gostam de nós - conforta-nos e não vale a pena dizer que não queremos nem nos interessa que gostem de nós.

É bom (re)conhecermos as nossas capacidades e valor - ajuda-nos a progredir

Há muita coisa boa em reconhecermos que valemos a pena.

E nada do acima escrito, ou seja, sermos bons, significa que devemos achar que o resto do mundo tem um neurónio, é burro, é pouco profissional e que na verdade o que faz a Terra girar em volta do Sol, somos nós. Quando sabemos o que valemos, não precisamos ser arrogantes. Pois não?  

 

                                         

sinto-me:
link do postPor costela de adão, às 20:17  o que se disse (5) para dizerem algo

25.3.09

Pela primeira vez, um post que não é da minha autoria (desconheço autor do diálogo), só a decisão de publicar. É grande mas lê-se bem.



H - Vou sair um pouco.
M - Onde vais?
 
M - Vais de carro?
H - Sim.

M - Tens gasolina?
H - Sim... pus ontem.

M - Vais demorar?
H - Não... coisa de uma hora.

M - Vais a algum lugar específico?
H - Não... só andar por aí.

M- Não preferes ir a pé?
H - Não... vou de carro.

M - Traz um gelado para mim!
H - Trago... que sabor?

M - Manga.
H - Ok... quando vier eu compro.

M - Quando vieres?
H - Sim... senão derrete.

M - Passas lá agora, compras e deixas aqui.
H - Não... é melhor não! Quando vier...é rápido! 

H - Ahhhhh! H - Quando eu voltar eu como um gelado também!
M - Mas tu não gostas de manga!

H - Eu compro outro... de outro sabor.
M - Mas assim fica caro... traz de morango!

H - Eu não gosto também.
M - Traz de chocolate... nós gostamos os dois.

H - Ok! Beijo... volto logo...
M - Ei!
H - O que é?

M - Chocolate não... Flocos...
H - Não gosto de flocos!

M - Então traz de manga para mim e o que quiseres para ti.                                                           
H - Foi o que sugeri desde o início!

M - Estás a ser irónico?
H - Não...! Vou indo.

M - Anda aqui dar-me um beijo de despedida!

H - Querida! Eu volto já... depois.

M - Depois não... quero agora!
H - Tá bem! (Beijo.)

M - Vais com o teu ou com o meu carro?
H - Com o meu.

M - Vai com o meu... tem leitor de Cd's... o teu não!

H - Não vou ouvir música... vou espairecer...

M - Tás a precisar?
H - Não sei... vou ver quando sair!

M - Não demores!
H - É rápido... (Abre a porta de casa.)

M - Ei!
H -Que foi agora?

M - Que horror.. que mau humor!! Vai embora!
H - Calma... estou a tentar sair e não consigo!

M - Porque é que queres ir sozinho? Vais-te encontrar com alguém?

H - O que queres dizer?

M - Nada... não quero dizer nada!
H - Espera lá... achas que te ando a trair?

M - Não... claro que não... mas sabes como é, nunca se sabe!
H - Como é o quê?

M - Homens!
H - Generalizando ou a falar de mim?

M - Generalizando.

H - Então não é meu caso... sabes que eu não faria isso!

M - Tá bem... então vai.
H - Vou.

M - Ei!
H - Que foi, carago?

M - Leva o telemóvel, estúpido!
H - Para quê? Para me tares a ligar?

M - Não... caso aconteça algo, estás com o telemóvel se for preciso.
H - Não... não te preocupes...

M - Olha... desculpa pela desconfiança. .. estou com saudades... só isso!

H - Ok meu amor... Desculpa se fui mau pra ti.. eu Amo-te!

M - Eu também!
M - Posso jogar no teu telemóvel?


H - Para quê?
M - Sei lá! Só um joguinho!

H - Queres o meu telemóvel para jogar?
M - Sim.

H - Tens a certeza?
M - Sim.

H - Liga o computador.. . Tem lá um monte de joguinhos!
M - Não sei mexer naquela lata tão velha!

H - Lata velha? Comprei para nós no mês passado!
M - Tá.. ok... então leva o telemóvel senão eu vou jogar com ele...

H - Podes mexer então... não tem nada que não possas ver...
M - Sim?

H - Sim.
M - Então onde está?

H - O quê?
M - O que deveria estar no telemóvel mas não está...

H - Como!?
M - Nada! Esquece!

H - Tás nervosa?
M - Não... não tou...

H - Então vou!
M - Ei!

H - Que ééééééé?
M - Já não me apetece o gelado tá?

H - Ah é? 
M - É!

H - Então eu também já não vou sair!
M - Ah é?

H - É.
M - Que bom!! Vais ficar comigo?

H - Não.. tou cansado... vou dormir!
M - Preferes dormir do que ficar comigo?

H - Não... vou dormir, só isso!
M - Estás nervoso?

H - Claro, porra!!!
M - Por que você não vais dar uma volta para espairecer?
 
 
Desculpem lá, mas é verdade! Bichinhos complicados são as Costelas de Adão...
 
 
                                                       
link do postPor costela de adão, às 23:32  o que se disse (3) para dizerem algo

18.2.09

Vivemos na era da comunicação. Temos à nossa disposição um sem número de meios e formas de comunicação e é praticamente impossível estar incontactável.  Fazemos novos amigos em redes e suportes como hi5, myspace, facebooks, e outros tantos (até blogs). Temos o mail, sms, telemóvel, messenger ,mas não conversamos, não falamos mesmo com as pessoas. Antes queríamos ver alguém, íamos a sua casa, combinávamos um café. Hoje vamos ao hi5, seleccionamos a foto e deixamos um comentário. Antes não havia telemóvel e não sentíamos a sua falta; hoje não sabemos viver sem este objecto mas tal não significa que falemos com os inúmeros contactos que temos na lista telefónica. É triste e curiosa esta contradição. É caso para nos perguntarmos, porquê tanta evolução e tanto avanço tecnológico feito supostamente para nos manter próximos quando nos afastamos cada vez mais?

       

                                                

                                 

link do postPor costela de adão, às 19:23  o que se disse (2) para dizerem algo


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