Observações sobre tudo e sobre coisa nenhuma
27.5.09

À medida que crescemos e envelhecemos é costume ouvir-se que vamos ficar parecidas com as nossas mães. Eu acho que ainda é cedo mas o que é certo é que ontem apercebi-me que há uma coisa que a minha mãe costuma fazer comigo - e que me dá um nadica nos nervos - e que eu também faço com o meu Adão! Pois é, minha gente, não perdemos pela demora. A minha mãe de vez em quando gosta de me acabar as frases, mas raras vezes vai de encontro ao que quero dizer. Ontem, em conversa com o meu Adão, fiz-lhe o mesmo e com o mesmo resultado. Após alguma reflexão constatei que não foi a primeira vez que isto aconteceu. Daqui para a frente terei que ter tento na língua, mais paciência para a mãe e começar a acreditar na frase "quando chegares à minha idade... ... ...."

 

sinto-me:
música: Hate to say I told you so (The Hives)
link do postPor costela de adão, às 21:46  o que se disse (7) para dizerem algo

22.5.09

Estou  aqui a ver o American Idol e quando uma das concorrentes diz que vai cantar o "Every Little Thing She Does is Magic" dos Police, na legenda lia-se algo como isto: "Sporting she does is magic"!!!! Será que quem faz estas traduções pensa que ninguém conhece as músicas? E que talo/a tradutor/a estudar um bocadinho quando não conhece do que se fala? Bastava procurar a discografia dos Police e rapidamente por associação de palavras e sons chegavam lá.

 

 

música: Every little thing she does is magic
link do postPor costela de adão, às 21:56  o que se disse (4) para dizerem algo

                         

 

Dizer o quê mais?

 

 

sinto-me:
música: Another brick in the wall
link do postPor costela de adão, às 21:52  o que se disse (7) para dizerem algo

21.5.09

Passo-me com a ignorância das pessoas no trânsito. Passou-se hoje num cruzamento bastante movimentado aqui da minha cidade onde, com excepção de uma rua, se aplica a regra da direita. Na altura, os carros vindos da direita eram mais que as mães e eu, sem hipótese alguma de tentar passar. Começo a ouvir um som estilo corneta - não é exagero, aquilo soava mesmo esquisito, parecia som de brinquedo - e quando olho pelo retrovisor era um jovem numa scooter a mandar vir. Apontei para o lado direito para ver se a criatura percebia o que se estava a passar, mas não devia ser muito inteligente, só chico-esperto! Mas é que se já foi mau ele estar a mandar vir sem razão, com uma buzina sem qualquer dignidade o melhor era mesmo ter ficado quietinho!

 

 

 

sinto-me:
música: Everybody hurts R.E.M. (por causa do vídeo)
link do postPor costela de adão, às 20:12  o que se disse (7) para dizerem algo

19.5.09

Ainda me lembro do entusiasmo que sentia quando era noite de Festival da Eurovisão. Na altura este era um grande evento televisivo e dada a pouca oferta, noite de festival era uma festaEntretanto, o festival foi perdendo o seu encanto, cresci e deixei de achar piada a esse tipo de programas. Até que no ano passado vi a emissão em directo - este ano voltei a ver. As diferenças em relação ao passado existem, afinal hoje há mais tecnologia e logo aí o espectáculo tem mais possibilidades de brilhar. No entanto, noto que o espírito com que eu via o festival tem sido atropelado. Isto, como sempre, é a minha opinião, que vale o que vale.

 

1. Por um lado, lembro-me que quando apresentavam o artista que ía actuar mostravam sempre um pouco da cidade/país onde decorria o evento. Isto, para além de apresentar o artista, funcionava também como um cartão postal, dando a conhecer alguns pontos de interesse daquele local. Do ponto de vista da promoção turística do país era algo importante.

2. Outro ponto - e sem querer parecer nacionalista ou extremista - é que antes cada um cantava na língua do seu país e agora já é possível apresentar as canções em inglês (até nós já o fizémos há uns anos com um mix luso-inglês). Ora, logo à partida, o inglês sendo a língua que mais se domina, "entra" mais facilmente no ouvido. Este ano até a Espanha - pasme-se - cantou em inglês!!

3. Sem querer parecer púdica ou moralista, algumas artistas apresentaram-se com pouca roupa (deve render mais votos). A senhora da Ucrânia tentou dar um espectáculo sensual mas aquilo roçou mais a vulgaridade do que outra coisa. Além disso, algumas das canções a concurso este ano pareciam música da feira; electro-pop martelada para consumo rápido que não deixam saudades. No entanto, é lamentável que a do Azerbeijão - que incluo nesta categoria - tenha ficado em 3º lugar. Deixou de haver interesse em colocar elementos mais tradicionais. A combinação do tradicional e moderno é possível, tanto que a nossa música era assim e era bastante engraçada.

 

A música à qual Portugal atribuiu o maior número de pontos terá muito a ver com o nosso gosto pessoal; também era a minha favorita, a da Moldávia. Tinha lá os elementos tradicionais, um toque de música dos balcãs - e por cá gostamos disso - e era bem animada. Ficou um lugar à nossa frente. Deixo aqui o vídeo para vossa avaliação. Eu gosto!

 

(se não gostarem não me dêem nenhum calduço como dão ao rapaz do anúncio das sopas)

 

link do postPor costela de adão, às 19:30  o que se disse (3) para dizerem algo

18.5.09

Eu não sou do FCP. Aliás, sou adepta de um dos seus principais rivais (se não o maior). Mas há que reconhecer o mérito e o trabalho onde ele existe. Podem não ter brilhado sempre, mas foram mais consistentes e regulares. E por isso, com muito fair-play, Parabéns ao FCP!

 

Já aqui escrevi um post a felicitar o SCP, agora é a vez do FCP. Para quando o SLB, porra?!

 

                             

tags:
sinto-me: rendida às evidências
música: We are the Champions
link do postPor costela de adão, às 21:18  o que se disse (3) para dizerem algo

O Luis Figo arrumou as chuteiras. É um exemplo de um futebolista com pés e cabeça. Joga(ou) bem que se farta, é inteligente, sabe falar para além do futebolês. Mas falar de coisas sérias com aquela peruquita do inter (de caracóis, metade azul, metade preta) metida na cabeça, tira qualquer seriedade à coisa.

 

Não encontrei uma foto que ilustrasse as palavras, mas quando a conseguir, vem para aqui.

 

                                  

 

Já a encontrei! Estava no blog do Pedro Ribeiro. Recomendo.

sinto-me:
música: We are the Champions
link do postPor costela de adão, às 21:05  o que se disse (3) para dizerem algo

É muito comum dizermos que há tantas coisas bonitas para conhecer no nosso país mas a ideia de viajar para outro país é sempre mais atractiva. Ora, este fim de semana descobri que até a minha cidade tem segredos para mim e há agentes turísticos a proporcionar uns passeios que eu, embora local, não me importaria nada de fazer. Porque é que tantas vezes queremos calcorrear ruas e descobrir tantos sobre os locais que visitamos, quando as nossas aldeias, vilas, cidades, estão mesmo aqui, para ser descobertas por nós sem grandes custos e nós não aproveitamos?

 

sinto-me:
música: born to be wild
link do postPor costela de adão, às 19:44  o que se disse (4) para dizerem algo

Afinal, os GB tiveram um momento informativo, ainda que pouco agradável. Nos 2 minutos que vi, fiquei a saber  - ando mesmo fora das coisas, pois já havia sido noticiado na imprensa - algo não muito agradável: o António Feio está doente com um cancro no pâncreas, encontrando-se actualmente a fazer tratamento. Só lhe posso desejar as melhoras e uma rápida recuperação e que este momento menos feliz passe depressa.

 

sinto-me:
link do postPor costela de adão, às 19:36  para dizerem algo

Ontem decorreu mais uma cerimónia de entrega dos Globos de Ouro da SIC. Apenas vi alguns momentos da passadeira vermelha, e uns 2 minutos do programa, e não consigo deixar de pensar que aquele aparato soa todo a plástico. Acho que querem dar a este evento a importância, pompa e circunstância dos Globos de Ouro - os verdadeiros, do cinema - ou quiçá de uma cerimónia de entrega dos Óscares. Não tem e não se pode comparar o incomparável. Não ponho em causa o mérito, valor, profissionalismo ou reconhecimento dos nomeados e vencedores nas mais diversas áreas. Apenas acho que não merece o que vi ontem naquela red carpet. Estes Globos nacionais são um evento promovido por um canal de televisão e por uma revista cor-de-rosa, e possibilita um programa de televisão. E é isso. Daí a querer ter o prestígio das cerimónias atrás referidas, já me parece querer dar uns passos bem maiores do que as pernas. Mas isto sou eu a pensar.

 

sinto-me:
link do postPor costela de adão, às 19:22  o que se disse (6) para dizerem algo

14.5.09

Sempre ouvi dizer que o dinheiro não compra tudo. Decididamente, se há coisa que aqui o dinheiro não compra é bom gosto. Dizer o quê desta fatiota da senhora dona mãe do Cristiano Ronaldo?

 

                                                         

 

 

Onde é que estão as inglesas cruas do programa de tv "What not to Wear"/"Esquadrão da Moda" quando precisamos delas?

 

 

sinto-me: muito fashion
link do postPor costela de adão, às 19:19  o que se disse (2) para dizerem algo

13.5.09

...alguém ainda tem paciência para os McCann?

 

No meio disto tudo, lamento muito pela pequena Maddie.

 

 

tags:
sinto-me:
link do postPor costela de adão, às 19:49  o que se disse (3) para dizerem algo

12.5.09

O que é a felicidade? Quando nos questionam isto, nem sempre sabemos responder muito bem. Ao longo do tempo tenho vindo a acreditar cada vez mais que não é humanamente possível ser sempre feliz, até porque a vida nem sempre acompanha esses desejos humanos e por vezes surgem algumas contrariedades. Para mim a felicidade é um estado de espírito, é feita de momentos, situações, muitas vezes das pequenas coisas de que já falei aqui e outras de algumas coisas maiores que também nos enchem o coração.

 

Uma vez ouvi alguém perguntar a uma pessoa se ela era feliz. E ela respondeu "eu estou sempre feliz". De réplica ouviu "se nunca estiveste triste, então não sabes o que é estar feliz!" Talvez isto seja excessivo e um pouco dramático, mas não deixa de lembrar aquele cliché - apesar de tudo, com um fundo de verdade - que tomamos as coisas garantidas e só lhes damos valor quando não as temos. Mas este tema é mais profundo e vai mais longe. Há pessoas que são pobres, vivem com dificuldades e não perdem a força, a vontade de lutar e nem o sorriso. Outras há, que com tudo de mão beijada, acham que o mundo acordou para lhes dar cabo da vida! Significa que quando o assunto é felicidade, não há relação entre o ser e o ter, mas antes entre o ser e o estar. Se calhar, já estou a divagar um bocado, mas este assunto dá mesmo para isto.

 

                                             

sinto-me:
música: Don't Worry, Be Happy
link do postPor costela de adão, às 19:59  o que se disse (5) para dizerem algo

...os automobilistas teimam em não assinalar as mudanças de direcção? Será que pensam que andam sozinhos nas estradas ou terão medo de ser seguidos?

...as pessoas nos supermercados quase entram com os carrinhos e cestos nas prateleiras e arcas dos frios? Não seria mais fácil e menos "empata" encostá-los permitindo que todos cheguem aos mesmos sítios?

...quando abre um hipermercado ou centro comercial é ver tudo em romaria, como se não houvesse amanhã? Não será mais agradável ir a estes novos sítios depois da febre inicial passar e poder mover-se sem se arriscar a pisadelas e encontrões e histerias colectivas?

...quando fazemos um pouco mais de barulho incomodamos os vizinhos, mas se sucede o contrário, somos nós que somos picuinhas?

...aqueles que mais regras e comportamentos gostam de impôr aos outros, são muitas vezes os mais hipócritas e seguidores do lema "faz o que te digo, não faças o que eu faço"?

 

Diz-me lá porquê?

Sei que não sou perfeita, nem aspiro a isso. Mas as pessoas às vezes cansam-me tanto!

sinto-me: sem paciência
link do postPor costela de adão, às 19:36  o que se disse (5) para dizerem algo

11.5.09

É bom gostarmos de nós - significa estarmos melhor preparados para gostar dos outros

É bom sabermos que gostam de nós - conforta-nos e não vale a pena dizer que não queremos nem nos interessa que gostem de nós.

É bom (re)conhecermos as nossas capacidades e valor - ajuda-nos a progredir

Há muita coisa boa em reconhecermos que valemos a pena.

E nada do acima escrito, ou seja, sermos bons, significa que devemos achar que o resto do mundo tem um neurónio, é burro, é pouco profissional e que na verdade o que faz a Terra girar em volta do Sol, somos nós. Quando sabemos o que valemos, não precisamos ser arrogantes. Pois não?  

 

                                         

sinto-me:
link do postPor costela de adão, às 20:17  o que se disse (5) para dizerem algo

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