Observações sobre tudo e sobre coisa nenhuma
25.11.10

Ontem mais uma greve. Como em algumas coisas a tradição ainda é o que sempre foi, os números da adesão apresentados pelos sindicatos são grandes e símbolo de vitória esmagadora; já os do Governo, oh espanto, uma coisa menor de pouca importância, o país funcionou às mil maravilhas! Só se o facto de não ter parado por completo significa em linguagem governamental, pouca adesão. Talvez seja isso, mas eu dessa linguagem pouco percebo. Do que vi nos noticiários creio que a verdade está mais para o lado dos sindicatos. Nunca vi qualquer Governo confirmar uma grande adesão a greves, nunca vi assumirem que os números são elevados. Qual a necessidade de negar o óbvio?

 

link do postPor costela de adão, às 23:03  para dizerem algo

 

sinto-me: com vontade de dançar
música: esta, claro!
link do postPor costela de adão, às 20:14  para dizerem algo

O mundo mudou muito nos últimos 20 anos. Mudaram os princípios, os valores, mudaram as vontades, os objectivos. O desejo crescente de acumular coisas, de consumir tudo e mais alguma coisa, a última novidade. Há dois dias os lcd's eram o máximo, mas depois surgiu o LeD, seguido da TV em HD e agora o último grito é a TV em 3D, and so on and so on. Não há sequer tempo para se aproveitar aquilo que se tem, porque entretanto já pereu valor, actualidade. Antes eram os carros que desvalorizavam assim que saíam do stand, agora, em temos de equipamntos para a casa,  há uma panóplia de objectos a perderem valor. Caramba, os meus pais têm a mesma televisão a cores há uns 25 anos. E está boa, e têm tv por cabo e serve perfeitamente. Quem é que hoje em dia, de gerações mais recentes consegue o mesmo?

A tecnologia é um exemplo, mas haverá muitos mais.

 

Isto tudo para chegar aqui: não deixa de ser curioso que numa época do ter, ter, ter, consumir, se fale tanto do lugar correcto do homem nesta sociedade, de onde ele poderá ser feliz e de um regresso às origens. Onde o ser é mais importante do que o ter. Nas últimas semanas vi 2 reportagens na RTP sobre pessoas que regressaram ao campo (de onde saíram para a cidade) ou fugiram para o campo, pessoas que abandonaram as cidades em busca de uma vida mais calma, mais completa, mais poupada - produzindo muito do que consomem - , uma vida amiga do ambiente, em comunhão com a natureza; a capa da Visão há algumas semanas era sobre quem se tinha dedicado à vida no campo. E isto dá que pensar, pelo menos a mim. Em tão pouco tempo, tantas chamadas de atenção para o mesmo: o regressar ao que já se foi, a uma forma de vida mais natural, equilibrada, onde o mais importante é viver em equilíbrio, ser feliz. Talvez a felicidade que se andou a procurar em objectos, não se encontre num hipermercado ou megastore, mas sim numa vivência livre de tudo isso - ou em que isso não seja o mais importante.

Sería eu capaz de seguir o caminho que alguns portugueses fizeram? Sinceramente, não sei; não por ser uma viciada em compras ou no último grito da moda ou no muito português "se aquela pirosa tem, eu também preciso ter". Apenas não sei, mas gostava de ter a coragem e determinação para o fazer, se realmente o quisesse.

 

sinto-me: bucólica
link do postPor costela de adão, às 19:50  para dizerem algo

Ainda que a SIC não tenha a capacidade financeira de fazer um programa sobre as votações (como acontece no American Idol) acho que a apresentação constante do resumo dos ensaios com os números para votar, iniciando as votações antes das actuações, é injusto e incorrecto. No entanto, já sabemos que estes programas vivem de € e publicidade e com as chamadas deve pingar uma quantia jeitosinha. Por outro lado, como as pessoas votam em quem gostam e não em quem canta melhor - a última gala foi disso exemplo com o Neemias a manter-se no programa, quando foi o pior - para o canal isso pouco importa.

 

Esta gala com o tema Música do Mundo não terá sido bem entendida por todos os concorrentes. Os que corresponderam ao tema foram a Joceline (não compreendi ser uma das menos votadas), a Sandra (cada vez mais atenta a esta moçoila), o Neemias (apesar da prestação não ter sido grande coisa) e o Martim. Quanto a este rapaz, acho que é o mais maduro e culto musicalmente, e confesso estar curiosa para o ouvir em inglês.

Os jurados baralham as pessoas, umas vezes querem que os concorrentes cantem em português porque é para serem artistas em Portugal; agora têm alguém que até agora só cantou música portuguesa e o discurso é o inverso! Compreendo que o queiram ouvir em registos diferentes mas, ó malta, organizem-se!

 

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sinto-me: crítica musical
link do postPor costela de adão, às 19:33  para dizerem algo

16.11.10

Ainda não teclei coisa alguma acerca desta nova edição dos Ídolos. Tal não significa, contudo, que não tenha opinião acerca da mesma. Em relação aos jurados, mais do mesmo: Laurent educado e afável, Manel e Boucherie no seu estilo "sorridente como Jesualdo Ferreira" (muitas vezes, mais o segundo do que o primeiro - até parece que não lhes pagam para ali estar) e Roberta no seu estilo cordial e léxico cheio de atitude.

 

Em relação aos concorrentes, do que vi até agora (fase do teatro incluída) segue assim: gosto da Carolina Deslandes e do Martim; o Adriano surpreendeu-me nas galas (parecia tão tímido e reservado e em palco transforma-se); a Maria Bradshaw é gira, mas parece que levou isso muito a sério quando lho disseram no casting - depois disso apresentou-se quase sempre ou de decote ou perna à vista. Isto a juntar àquele ar de tia, confesso que me deixou com alguma urticária. Se canta mal ou bem? Percebe-se que tem uma voz potente, mas tem tendência a esticá-la demais parecendo que está a gritar e não a cantar. E concordo com a Roberta quando diz que ela é fria a cantar, não passa qualquer emoção. O Neemias...fez um bom casting e daí para a frente foi sempre a descer. Mas ficou, é um bocadinho chorão, o que também se torna irritante, mas vamos ver o que sai dali.

 

Podiam dar outras roupitas à Cláudia Vieira, que as últimas duas mostram demasiado que aquele corpinho não voltou a ser o que era pré-gravidez. Não precisa ser uma magricela, mas aquelas pernas têm ali algo a mais. O que só serve para nos mostrar, a nós, comuns figuras públicas do nosso bairro, que isto dói a todas. Nada que umas semanitas de ginásio com personal trainer não resolva. Nós, as comuns, é que não temos tempo para isso...

 

link do postPor costela de adão, às 19:31  para dizerem algo

3.11.10

Depois de quase um ano de espera desde a compra do bilhete, ontem fui mais o meu Adão ver Michael Bublé. E se eu acreditava que ía ser bom, devo dizer que foi muito muito bom, superou qualquer expectativa. Não sabia como era MB ao vivo, nunca vi um dvd de concerto. E de certa forma ainda bem, porque a surpresa foi para lá de boa. Além de ter uma voz, que se confirma grande e poderosa, é um show man, um entertainer nato. Conversa com o público, fala de si, conta piadas, brinca, tudo para nos tirar um sorriso e aproximar-se de nós. Conquistou o público em três tempos. E divertiu-se. Em relação às músicas, tendo tão vasta colecção, a escolha não sería fácil e claro que fica sempre qualquer coisa de fora. Gostava de ter ouvido "I'm Your Man" e "Sway". Não as cantou, mas cantou outras que não podiam faltar, "Cry Me a River", "Home", "Everything" e "You Don't Know Me". Adorei!

 

Também um comentário aos Naturally 7, um grupo vocal americano espectacular que fez a primeira parte do concerto. Só com vozes "tocaram" os mais variados instrumentos, foram brilhantes e ganharam o público que os aplaudiu de pé, preparando o Pavilhão Atlântico para o que viría a seguir. Uma boa escolha para primeira parte e um bom grupo para descobrir.

 

sinto-me: contente por ter ido
link do postPor costela de adão, às 11:36  o que se disse (4) para dizerem algo

Muitas vezes precisamos passear por cidades diferentes, que não as nossas, para perceber que as câmaras municipais padecem de um mesmo mal: sinalizam as vias públicas para quem lá vive, esquecendo que quem visita essas cidades precisa de uma ajudinha. Num país que se diz e quer virado para o turismo, de Norte a Sul, é lamentável ver a dificuldade que é saír de uma cidade sem fazer a mínima ideia por onde andamos, porque as únicas placas que se encontram são de locais da cidade que ao turista nada dizem. E tendo tido oportunidade de passar por diferentes locais, confirmo que o problema é geral e não apenas do sítio A, B ou C. Cá para mim, cada presidente de Câmara ou algum seu enviado da secção de trânsito/sinalização devia passar algum tempo numa localidade afastada das suas e tentarem orientar-se por lá. Depois faríam um relatório das dificuldades/falhas encontradas e isso sería colocado em prática. Aquilo que conhecemos não nos é estranho, aliás, é-nos óbvio. Não podemos é esquecer que se queremos que as nossas cidades sejam visitadas, é preciso orientar quem por elas passa.

 

(imagem encontrada aqui)
 
 
sinto-me: Às voltas
música: Around the World by Daft Punk
link do postPor costela de adão, às 10:45  para dizerem algo

Isto de uma pessoa calhar a estar por casa num dia útil, permite fazer zapping pelos canais de tv. Aterrei na SIC e descubro no "Companhia das Manhãs" (acho que ainda é este o nome) Cláudio Ramos e Ana Marques a debater com grande emoção notícias publicadas nas revistas de televisão. Sei que estas rubricas não são novas, quer na SIC, quer na TVI. O que me incomoda é pensar que estas pessoas têm conversas de café sobre televisão, na televisão e são pagas por isso. Coisa que todos nós, anónimos, fazemos, no café, no trabalho, na rua; coisa que não tem razão de ser ser retribuída monetariamente. E já agora, acho que pelo trabalho que fez na SIC, e bem, a Ana Marques merecia estar a fazer outro tipo de coisa. Porque este "trabalho" fazemos todos.

 

sinto-me: bah!
link do postPor costela de adão, às 09:59  para dizerem algo

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